Andei meio perdida. Perdida entre os meus desejos, os meus sonhos, os meus pensamentos, as minhas frustrações. E andei perdida durante muito tempo, como dá pra ver.
E não confundam perder-se com não ser feliz. Eu sempre estive feliz. Eu só não me encontrava.
Nessa busca de me encontrar, tentei preencher o vazio. Mas me dei conta de que sempre haverá um vazio. Vazios estão aí pra isso, pra nunca serem preenchidos. Aliás, acho que daqui pra frente só haverão mais e mais vazios. A gente nasce achando que vai se preencher, mas acho que a gente já nasce preenchido e vai se esvaziando conforme envelhece. O problema é esse: enganaram a gente.
A grande questão é que eu lembrei o que eu costumava fazer quando me angustiava tanto: escrever. Eu sempre escrevi quando as coisas pareciam ilógicas. E não é que algo melhore quando eu escrevo não, mas alivia. Quando a gente pensa é tudo tão confuso... colocar em palavras organiza os sentimentos.
E é isso, voltei a escrever.
Se vai ser todo dia, de semana em semana ou uma vez por ano... não sei.
Meu ritmo quem dita é meu coração.
"Do tronco da vida, mesmo ferida, (re)nasce uma flor, rindo da dor."